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 :.: A conceituada revista The Economist  publicou recentemente uma coletânea de artigos com o tema “The World in 2007”. Com o mundo mudando em ritmo vertiginoso, é compreensível que os exercícios de futurologia se limitem a projeções cada vez mais próximas, para o ano seguinte, e ainda assim com grandes chances de errar.
:.: O artigo que dá nome a esse post tem as idéias de ninguém menos (inevitável o chavão) que o todo-poderoso do Google, Eric Schimdt. Destaquei alguns trechos, mas vale a pena ler o artigo todo:

@ A internet é muito mais que uma tecnologia – é um modo completamente diferente de organizar as nossas vidas. (…) E é surpreendente que tantas empresas ainda estejam contra a rede, tentando resolver problemas de hoje com soluções de ontem. Apostar contra a internet é estúpido, porque você estaria apostando contra a engenhosidade e a criatividade humanas.

@ Em 2007, vamos testemunhar a preponderância de padrões abertos. (…) Softwares que atualmente estão no computador do usuário vão ser substituídos por serviços basados na internet, que permitirão ao usuário escolher o formato dos documentos, as ferramentas de busca e o tipo de edição que melhor atendam a suas necessidades.

@ Estamos entrando na era da “computação de nuvens”, com as informações armazenadas na atmosfera difusa do ciberespaço em vez de em processadores específicos. A rede será o computador.

@ O surgimento de tecnologias que facilitam a produção e a distribuição de conteúdos, tornando possíveis Google, MySpace, YouTube, Gmail, Yahoo! e Microsft Live, está ainda começando, transformando áudio, vídeo, texto e informações digitais em serviços fáceis de usar.

@ A simplicidade venceu a complexidade. A acessibilidade triunfou sobre a exclusividade. O poder está cada vez mais nas mãos dos usuários.

@ Essas tendências têm três consequências importantes. Primeira: novas aplicações podem ser criadas usando os softwares e protocolos já existentes. (…) Segunda: a competição cresce e se intensifica, estimulando a inovação e garantindo que os novos produtos sejam mais ágeis e baratos. (…) Por último, a criação, o consumo e a comunicação de novos conteúdos cresce exponencialmente. Pesquisadores da Universidade de Berkeley estimam que o mundo gerou o dobro de informações em 2002 em relação a 1999.  Para ter uma idéia do que isso significa, seria o equivalente de informações absorvidas ao assistir televisão por 40.700 anos.

@ As partes da internet com crescimento mais acelerado envolvem direta interação humana.(…) As tendências apontam no sentido do fortalecimento de redes sociais (como o Orkut) e dos blogs, com a criação e compartilhamento de conteúdo. A internet está ajudando a satisfazer nossas necessidades humanas mais fundamentais: nosso desejo por conhecimento, comunicação e um sentimento de “fazer parte”.