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:.: A primeira vez que vi, achei genial. A idéia era: faça qualquer pergunta, qualquer mesmo, e nossos especialistas em pesquisa acharão a resposta usando o Google. Seria uma espécie de oráculo.

:.: Mais que isso, vi ali um novo e interessante modelo de negócios. Quem fazia a pergunta estabelecia um preço para a resposta. Se o pesquisador (credenciado pelo Google) achasse justo, faria a pesquisa e daria a resposta. A pessoa que perguntou pagaria – também se ficasse satisfeito – via cartão de crédito, e o Google ficaria com uma porcentagem. Quem quisesse respostas melhores e mais rápidas, que propusesse um preço maior para atrair pesquisadores. As respostas poderiam ser comentadas por outros usuários, e depois seriam disponibilizadas para qualquer um.

:.: Nesse tempo todo, surgiram perguntas do tipo “porque as moscas são capazes de sobreviver ao microondas?” ou “considerando que o petróleo vem de fósseis, quantos tiranossauros há em 3,7 litros de gasolina?” E as respostas apareceram. Referenciadas com fontes fidedignas.  Diferente, por exemplo, do Yahoo Answers, que já existe em Português, mas em que qualquer um pode responder o que quiser.

:.: Mas, agora, o Google anunciou que o Google Answers vai acabar. Só vai ser possível fazer perguntas até o fim deste ano. Numa nota lacônica sob o título “Adieu to Google Answers”, dois engenheiros de software dizem que o projeto, em vigor há mais de 4 anos, partiu de uma idéia do próprio Larry Page, um dos fundadores do Google, e que valeu como experiência para o desenvolvimento de produtos para o futuro.

:.: Mas, sem qualquer explicação, agora não vai mais ser possível fazer perguntas, apenas navegar pelos arquivos. E eu que sonhava com o Google Answers em Português…

:.: Veja aqui como a blogosfera reagiu.