meiosdigitais.jpg

 :.: “Nós estamos no meio de uma revolução digital.” Esta é a primeira frase do estudo “Digital Life”, realizado pela Uniao Internacional de Telecomunicações (ITU, na sigla em inglês), agência ligada às Nações Unidas.

:.: Segundo o relatório, a população mundial já passa mais horas utilizando meios de comunicação digital, como a internet, do que televisão, rádio, jornais impressos e cinema (veja ilustração acima, da Agência Estado).

:.: O estudo também avalia o uso de banda larga e de telefones celulares: “O mais espetacular, porém, é que foram necessários apenas mais três anos para somar mais um bilhão de assinantes de linhas de telefone celular, e, em breve, esse número deve chegar aos 3 bilhões”, apontou o responsável da Unidade de Política e Estratégia da UIT, Tim Kelly, na apresentação do estudo em Genebra.

:.: O estudo, que está disponível para download,  é uma ótima fonte para análises, e para tentar entender o mundo, a internet, e a nós mesmos. Principalmente, se a curiosidade permitir ir além de uma olhada apressada nos números. O relatório é bem informativo. Chega a discutir, para se ter uma idéia, de onde vem o conceito de “digital”, e levanta vantagens da migração a partir dos meios analógicos:

@ cópias digitais são mais fiéis ao original;
@ os meios digitais tornam mais fácil que qualquer um crie, registre, edite e distribua um documento ou parte dele;
@ o armazenamento digital permite que seja guardado um volume maior de informações, que podem ser disponibilizadas com os mesmos recursos;
@ os sinais digitais são mais robustos e menos vulneráveis à estática e ruídos ou degradação ao longo do tempo;
@ as técnicas digitais permitem maiores velocidades de comunicação, um número maior de canais e frequências, e uma melhor resolução de imagens e de sons.
@ com as técnicas digitais, é possível fazer um grande número de cópias a um baixo custo.

:.:  Não é à toa que, ao afirmar que os meios digitais tomaram o lugar dos analógicos, o estudo começa com a expressão “not surprisingly“, ou seja, não é de surpreender. Afinal, conclui, “o armazenamento (storage) e a comunicação se tornaram muito mais eficientes”

:.: Altamente recomendada a leitura da íntegra do estudo, que vou comentar aqui outras vezes. Também foi assunto no Link e no Globo (embora tenham se limitado aos números).