seminariostf.jpg  :.: O seminário aí ao lado acabou ontem, e foi ótimo, apesar de deixarem de fora pontos importantes, como a organização e recuperação de informações que já nascem digitais, em áudio ou vídeo. 

:.: E olha que o evento foi todo gravado em vídeo, transmitido ao vivo pela internet, e o Supremo Tribunal Federal, organizador, tem a TV Justiça que poderia ter dado ótimo depoimento de como organiza o que grava e exibe.

:.: Saí de lá um pouco com a impressão de que os profissionais de informação (especialmente bibliotecários, arquivistas e mesmo o pessoal de informática) atuam às vezes meio como aquela mãe que vê o quarto do filho bagunçado, arregaça as mangas, vai lá, arruma, estabelece o lugar de cada coisa, e no dia seguinte, quando volta e vê tudo bagunçado de novo, fica revoltada com o filho.

:.: E se ela tivesse pedido para ele definir o lugar das coisas, a partir de um método que fosse mais fácil para ele guardar e achar aquilo de que precisar? E se ela tivesse apenas orientado a partir de sua experiência, mas feito com que assumisse a responsabilidade pela organização?

:.: Achei ótima a frase da Ministra Ellen Gracie, na apresentação: “quando lembro que apenas 79 volumes compunham a estante pessoal de Thomas Jefferson (núcleo a partir do qual se formou a Biblioteca do Congresso Norte-Americano), não posso deixar de considerar a enorme responsabilidade que nos toca no limiar deste século XXI.”

:.: Foram três dias em que as discussões se alternaram entre conceitos básicos e aprofundamentos teóricos, além da demonstração de cases interessantes, como o Projeto Lexml Brasil, do Prodasen, apresentado pelo analista de informática legislativa do Senado Federal, João Alberto de Oliveira Lima 

:.: Aliás, João Lima deu show. Insistiu que a vida é curta, e o tempo do usuário, também. Por isso, é preciso criar condições para que ele encontre as informações que procura o mais rápido possível. Parece óbvio, mas quando você faz uma consulta e o buscador retorna mais de um milhão de respostas, fica claro que algo está errado. “Quem gosta de pesquisar”, disse ele, “é bibliotecário. O usuário gosta é de encontrar.”

:.: No encontro, falaram muito sobre as possibilidades – mais que isso – necessidades para que os registros (e consequentemente a recuperação das informações) possam acontecer de forma integrada. 

:.: A sigla do momento é XML, seguida de outros termos: Open Archive, Open Access, URN, Web Semântica, ontologias, interoperabilidade, Governo Eletrônico,  e-Ping, cross-ref. Quer saber mais sobre isso tudo? Eu também. Um bom começo é ler os resumos das palestras, aqui.